
É como dizem, é nas piores alturas que se vêm os nossos verdadeiros amigos. É quando pões a pata na poça, daqueles erros enormes que só te apetece enfiar a cabeça na areia e ficar lá uma eternidade, que vês as pessoas que te rodeiam. Quando te afastas e pensas 'porra que isto está mau' e quando dás por ela uns desapareceram, outros olham para ti por pura caridade, outros fracos e falsos, dizem-te 'Olá' para não ficar mal. Cheira pessimamente. Quando dei por ela pessoas que dava por garantidas partiram. Apoios partiram. Pessoas que por vezes a quem nem atenção dou ficaram. Os magoados, humilhados e humildes ficaram. Quem diria? Não é que eu ajude muito à saúde mental e física de qualquer pessoa. Eu compreendo. Mesmo assim custa cair na real e ver as coisas como elas são.
Questiono-me agora, irei eu cair na mesma ratoeira de sempre? Ou será que cresceu de vez o cepticismo que procurava inconscientemente? Terei eu errado com estas pessoas de tal maneira que ou não são sinceros comigo ou na realidade cagaram bem alto para o que eu sinto ou deixo de sentir? Página atrás de página tudo muda, sentimentos que ficam mais fortes e outros que deixam muito a desejar.
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